Um encontro com a história
As primeiras palavras.
Na primeira visita ao Salão dos Cartógrafos, o mapa que chegou às mãos de Lyron omitia montanhas e rios. Mostrava responsabilidade. E ao encarar aquela tinta, ele sentiu o mesmo frio que sentira diante das ruínas de Sintáxia: não o medo de uma falha, mas a antecipação de uma escolha mal feita, repetida até se tornar paisagem.
A Ordem chamava aquilo de progresso. Os mais velhos chamavam de dispersão. Lyron preferia o termo que doía mais, porque era o mais verdadeiro: expansão.
Do lado de fora do Salão, a expansão já tinha rosto e peso. Havia gente esperando autorização para cruzar portões, esperando confirmação para mover recursos, esperando uma palavra que, em outro domínio, poderia significar outra coisa. Crescimento não chegava como explosão. Chegava como fila.
Trecho de A Guerra das Arquiteturas · Kleber de Oliveira Andrade.
Uma amostra breve. Continue a leitura na edição completa.
